DJ Yoke e Mohad Sabre – “Aveiro Basket”

Este ano tenho participado em mais trabalho de vídeo do que de fotografia, sem margem para dúvida. Talvez devido ao facto de não ter camera de fotográfica de momento (e uma forma de me concentrar em projectos de outras áreas). De qualquer forma, apresento mais um vídeo que ajudei a construir, desta vez para o DJ Yoke e Mohad Sabre Reluzente dedicado ao basket em Aveiro. Descomplicamos a produção neste vídeo, e conseguimos um óptimo e limpo e fresco. Parabéns à Margarida Vaz pelo trabalho que teve a realizar e editar o clip.

Alguns livros novos…

Hoje recebi mais alguns livros que decidi adquirir, para utilizar num par de projectos pessoais em mão. São 4 ao todo:

Filmmaker’s Handbook, The: A Comprehensive Guide for the Digital Age



Este livro é uma autentica bíblia (actualizada – é a própria capa que a indica). Tem de tudo um pouco sobre produção de vídeo, incidindo essencialmente nos aspectos do equipamento – sistemas e cameras de vídeo e película, cor e filtragem, o processo de captura, a equipa, som, luz, pós produção… de tudo.

Este livro escolhi essencialmente para um “software sideproject” multipropósito. Pretendo um género de aplicação ao estilo do CeltX, mas web based, e com um workflow ligeiramente diferente. O CeltX é espectacular, mas há um ou outro inconveniente ligeiro, nomeadamente a de multíplos utilizadores trabalharem ao mesmo tempo. Possivelmente a versão estúdio resolve, mas não tenho a certeza. Porque também preciso que um colega meu estagiário se adapte a alguns métodos de trabalho, considerei este um óptimo projecto para realizar e aprender os aspectos web do .NET, e ainda a utilização e aplicação da DSL que tenho vindo a construir. É um muito em um… Se alguém estiver interessado num produto do género, recomendo o teste do CeltX. Se não servir, depois comunica ;).

Making Short Films: The Complete Guide from Script to Screen, Second Edition

Este está também ligado ao projecto do software, como referência, mas também no sentido de preparar projectos futuros.

The Storyboard Design Course: The Ultimate Guide for Artists, Directors, Producers and Scriptwriters


Este servirá não só para o projecto de software, ou um aspecto dele, como também para preparar um o mais recente projecto de vídeo clip nas mãos… Pelo que vi até agora, parece muito completo e uma excelente leitura e referencia, e uma sequência de lições a seguir.

E finalmente…

Light: Science and Magic: An Introduction to Photographic Lighting


Este é um livro que já estou há alguns anos para adquirir, e quem lê o Strobist conhece bem o porque. Tem sido considerado como uma das melhores referências na leitura sobre iluminação, e o pouco que vi até agora indica que será. Leitura simples e mais na base de “discussão” em vez de “palestra”.

Frases…

Eles não precisam de um Magalhães, precisam é de ma-galhetas – Mohad Sabre Reluzente

Por acaso ontem tive a oportunidade de ver o Magalhães no Media Markt. O portátil até é bastante interessante. parece ser mais ergonómico que os restantes miniPortáteis, especialmente com os botões do rato. As teclas são pequenas na mesma, mas enfim a dimensão do portatil não permite mais. Mais um ponto a favor – o ecrã maior.

O Cais do Bico em PhotoSynth

Ok, tive que o experimentar naturalmente. Depois de ver o que era possível e de ter lido o guia para melhor resultados e o vídeo, saí após o almoço para disparar algumas imagens.

A máquina compacta é a melhor opção para esta tarefa, na minha opinião, dada a quantidade de imagens que devem ser produzidas (menos desgaste). Infelizmente, nesta primeira tentativa, estive limitado a um cartão de 128MB e uma Canon G5, o que me permitiu produzir 92 fotografias de 5 MP.

Iniciei com uma panorâmica de 360º a partir da ponta do paredão sul, captei alguns planos mais apertados sobre os barcos pelo paredão, e segui até ao primeiro dos pontos de atracagem.

A capacidade de processamento do PhotoSynth é fabuloso. Apesar da reduzida percentagem de sintetização considerada (a cena é bastante complexa, em especial devido a ondulação/agua, diria), o PhotoSynth construiu correctamente a cena. no entanto não a deixou completa num só bloco 3D – acabou por dividir o espaço em alguns blocos 3D (é possível saltar entre os blocos a partir dos controlos na tela do visualizador). Além do mais, não tive o cuidado de gerar as imagens com os horizontes correctos nem controlo de exposição. Mesmo assim a combinação de imagens está muito bem conseguido.

É sem duvidas uma alternativa interessante à clássica panorâmica ou panorâmica esférica, mas sem as substituir. A experimentar!

PhotoSynth do Cais do Bico:
http://photosynth.net/view.aspx?cid=7AD3B30B-D989-4709-A3D3-2EFF901B196F

Sunday Night Styles

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Ontem à noite tive a oportunidade de estar mais uma vez à frente de uma peuqena produção fotográfica. O motivo era captar uma imagem para publicitar o programa de rádio "Sunday Night Styles" de Ricardo Cardoso na 98.1 SFM. O progama de autor basea-se num sonaridade "chill-out".

Esta imagem não é a que vai ser usada – foi apenas uma brincadeira no inicio da sessão, com o Sebolinha que seguiu com a equipa e participou na sessão "real". Tivemos que esperar um pouco, porque a zona de bar que utilizamos, no remodelado "Nó d’Água" na Torreira, ainda estava a ser limpo e preparado. O espaço é inaugurado hoje à noite e está muito "fresh", bastante diferente do que era, pra bem. Este tipo de brincadeira é sempre óptimo de esperar, não só para os modelos e participantes não desesperarem pela espera, mas porque também permite "aquecer" a mente e testar uns esquemas de luz e afins. Pure fun!

A imagem foi iluminado apenas com uma luz, uma cabeça Profoto 600 com uma grelha 10º, ligada ao Tronix. Ouçam o programa e aguardam a pub. 😉

Fotografar Casamentos… (parte 2)

Continuando do post anterior segue a segunda parte com mais algumas lições aprendidas no casamento de sábado:

Tem sempre um cartão com espaço suficiente (ou vazio!)

Uma asneira em que caí foi no momento do corte do bolo, ter tido o cartão já usado na máquina, em vez de uma fresca. Na abertura do champange, o cartão ficou cheio, e tive que o trocar à pressa (felizmente tinha-o à mão), mas mesmo assim perdi o momento do virar da champange para os copos (importante, teoricamente, em termos de toda a formalidade que uma boda de casamento tem). Portanto fiquei com a garrafa a abrir e os copos cheios…

Composição "in camera"?

Algo a ter sempre em atenção é que as imagens poderão (ou irão mesmo) para um álbum, que hoje em dia é geralmente produzido digitalmente. E como tal, as imagens não serão impressas uma a uma, mas numa composição que não segue naturalmente o formato de imagem. Como tal é necessário manter na mente que poderá haver necessidade de produzir crops e convém por isso manter algum espaço à volta das imagens. Eu esqueci-me um pouco disso e fiz os enquadramentos que desejava, com um corte mais forte.

Na igreja, apróxima-te

Para a igreja, melhor que uma tela será certamente a zoom normal. Na igreja, no momento do casamento / troca de alianças, é muito importante aproximar para captar melhor a acção da troca de aliança. De longe, a imagem é demasiado frontal e as mãos dos noivos tapam o detalhe da aliança.

Convidados em ambiente não obstrusivo

Uma das partes que mais me irritou foi a sessão com os convidados. Para já, as imagens são sempre a mesma foleirada a que dificilmente se foge – grupo posado em pé com os noivos. É sempre o mesma coisa – chamar o seguinte, pose, dispara um ou dois (para garantir uns olhos abertos entre outros detalhes) e "próximo!". Para dificultar mais, o raio do restaurante não tinha um jardim fantástico nem um ponto bonito para realmente efectuar as fotos. Tive que me ficar pelo arboredo assim-assim.

Claro, para piorar as coisas, o pessoal do restaurante lembrou-se que tinham de por uma mesa de buffet MESMO à minha frente, num espaço que já era difícil de trabalhar. E com a mesa vem as pessoas e o caos. E aquele era practicamente o único sítio onde o arboredo conseguia criar um fundo completo, sem ver as casas do outro lado da rua… Bem, um jeito para o lado até resolveu.

Pelos vistos a composição vertical é o mais comum para este conjunto de imagens, especialmente quando são 4ou 6 pessoas na imagem. Eu preferi as horizontais na maioria (preenchia melhor na minha opinião), mas o ângulo lateral também consegue por vezes captar aquilo que não se quer, que é pessoal na mesa lá ao fundo…. Fear not the spacey verticals!

Trabalho de equipa não obstrusivo

Trabalho de equipa é importante, mas mais importante é que ninguém impeça o trabalho dos restantes. Éramos uma equipa de três – um videógrafo (o mais experiente do grupo e que comandava as operações) e dois fotografos. O meu papel era como fotografo principal, e o terceiro elemento estaria dedicado apenas a captar imagens dos convidados para impressão. Problema – não ficou apenas com essa tarefa, mas esteve também a captar imagens em todas as sessões. Resultado – uma confusão de olhares da parte dos noivos (sempre a olhar para um e depois outro…).

Mais, um dos problemas frequentes que tive foi, com o trabalho de tele, ter o videógrafo á minha frente, constantemente. Nada bom, especialmente quando estás com uma tele. E quando sai de frente é porque deixou de filmar e os noivos retiraram-se da pose…

Evita a sessão nocturna com os noivos e não sejas herói

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Lol, esta foi complicada. Por via de alguns atrásos pós missa, a chegada ao restaurante foi algo demorado, e a dona do restaurante já tava muito mal humorada, especialmente quando indicamos que queríamos ainda levar os noivos a fazer a sessão juntos antes de começar a boda.Não foi possivel e não conseguimos adiar para outra data – portanto foi pós boda – fim de tarde / inicio da noite. Problema evidente – luz. Problema menos evidente – o vinho da boda.

O spot que escolhemos era muito giro – a quinta do noivo, mas tinha naturalmente o problema da iluminação. Tentei evitar as flashadas directas e nocturnas que são sabia o quão mau iam ser, e meti o flash com célula num tripé, tentando criar um gênero de borboleta e utilizaria o flash na máquina para preencher. Problema – acertar exposições não é fácil, guiando apenas pelo LCD e tendo que correr para trás e para a frente. Resultado – quando conseguia acertar a exposição, perdia a pose… e sem a luz, já de noite.. ouch. Grande herói, hein?

Conclusão

Naturalmente a maioria das conclusões tiradas poderão ser consideradas discutíveis. Mas espero que alguém que esteja para arrancar neste tipo de imagem possa aceitar esta análise e preparar-se melhor para a sessão…

Fotografar casamentos… (parte 1)

O sábado foi o meu primeiro casamento – uma experiência que nunca tive, nem tinha grande vontade de ter, mas que tendo surgido, aceitei. Verdade seja dita, não é um tipo de fotografia que se insere num estilo que gosto. Gosto de produzir imagens, de compor tudo ao meu gosto, e não tanto trabalhar com o momento ou com o que há. Prefiro criar mais que reagir.

Mas como em tudo, há muitas lições a tirar. E como servem de dicas para mim, pode ser que sirvam para alguém mais:

JPEGS

Considero que os JPEGs são o formato ideal neste tipo de evento. É discutível, eu sei, mas o RAW é overkill. Durante o casamento fiz cerca de 7Gb de fotos, em jpeg, numa 5D de 12Mp – imagina se tivesse usado RAWS! Andei com uma serie de cartões de 1GB e 2GB, sendo que usei de 1GB em casa de cada um do casal. Deu para encher ou quase. Com RAWS, teria um terço do espaço a uso, e tendo em conta o tempo disponível (1 hora, aproximadamente em cada casa e directos para a missa) nunca teria tempo para descarregar as imagens e livrar o cartão (não tenho um disco com leitor de cartões).

Apesar de tudo, há um momento pelo menos em que disparar RAWs poderá fazer sentido – a sessão com os noivos já casados. No meu caso teria dado jeito porque a sessão foi já no final do dia (após a cerimónia) pelo que o escurecimento obrigou a usar flash(es) e a rapidez com que decorreu a sessão não deu para fixar completamente as exposições pelo que exigia pós produção. O RAW para essa pós produção é ideal, naturalmente.

De qualquer forma o JPEG é suficientemente permissivo, na edição. Não é perfeito e há perdas, mas enfim…

(AUTO) WHITE BALANCE

Ao longo do dia, a grande maioria das imagens são feitas em interiores – a casa do noivo e da noiva, a igreja, a boda… Interiores que não são estúdios significa condições de luz complexas. Muitas fontes de luz de temperatura de cor diferente, paredes coloridas que provocam colorização, uso de lâmpadas "economizadoras" que não são bem bem daylight… enfim.. um caos de cores de luz.

Nestas situações há duas formas de seguir – o primeiro é usar uma leitura manual de luz. fotografar algo branco (cartões, papel, etc) e usar a imagem como referência de branco. E funciona relativamente bem, mas exige alterações sempre que a luz mudar (e estamos com JPEGS e não RAWs).

A outra hipotese é usar o auto white balance e deixar que a máquina resolva o problema dos brancos, corrigindo a cor para o tom mais predominante. Assim, quando as condições variam um pouco, a máquina fica responsável para ajustar o branco, e , verdade seja dita, as máquinas já andam bastante avançadas a esse nível e corrigem bastante bem.

Eu, no entanto durante a grande parte da fase inicial do casamento tinha os brancos calibrados para flash, que não usei muito (mas que serve bem para daylight. E com paredes beiges e e janelas abertas e luzes acessas, deu um misto de tons que vão dar um pouco de trabalho a ajustar. Imagino como era com película….

Escolha de lentes

Usei durante a sessão uma 17-35, f2.8; 50mm f1.4; e uma 70-200 f2.8 IS. A máquina é full frame. Uma 28-70 f2.8 teria sido mais que óptimo e poucas vezes saíria da máquina certamente. Mas há situações bastante complicadas, e se a máquina tiver factor crop, deve então complicar mesmo muito! O médio formato nestas situações deveriam ser extremamente vantajosas, permitindo captar um corpo inteiro numa sala pequena mais facilmente, sem ter de recorrer às grandes angulares.

Acabei por usar principalmente a grande angular e a tele. A grande angular nos 17mm e full frame, são muito giros, dando o toque jornalístico comum a alguns fotógrafos. Criam algum dinamismo e tensão por si só. E também geram um certo efeito de encaminhamento do olhar para o centro também bastante funcional. Tentei usar nalgumas situações para dar um toque diferente. Não sei se a escolha foi a melhor (talvez não) mas na altura pareceu-me bem (ou então o único caminho a seguir devido ao pouco espaço existente).

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Por hoje é tudo.. mas eu continuarei com a parte dois amanhã ou além.

A Par d’Ilhós

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Finalizei hoje um trabalho gráfico, o que referi num posts recente. Tratou-se da composição gráfica do mais recente trabalho do grupo de musica tradicional portuguesa os “A Par d’ilhós”. O grupo celebra este ano o seu 25º aniversário, e inicia o com este trabalho intitulado “ensemble ao vivo”.

Parta quem não conhece, A Par d’Ilhós é um grupo local (tem membros de Murtosa, Estarreja, Pardilhó, Avanca…) que recupera e divulga temas da cultura e musica popular portuguesa. Além de funcionar em coro, com instrumentos típicos, no seu formato ensemble o grupo efectua a fusão da musica popular com o som dos instrumentos clássicos (piano, violino e violoncelo). É, efectivamente, uma combinação muito interessante e agradável e os concertos são sempre muito animados.

O projecto segue agora para duplicação e deverá estar disponível proximamente. (eu aviso, certamente).

Acredito que a composição gráfica esteja muito interessante. Diria até que é dos melhores trabalhos gráficos e fotográficos que consegui fazer até hoje. Já mostrei a alguns amigos que concordam. A fotografia assenta em duas pequenos conjuntos de imagens, uma inspirada pela série “french people” de Yann Arthus-Bertrand e um segundo conjunto inspirado pela série “solidão” de Paulo Carrasco.

A imagem que acompanha o post é uma das imagens criadas para o CD, mas que não foi utilizado. As restantes terão de esperar para ver. Espero brevemente ter o vídeo do “making of” da sessão de estúdio, já que o Miguel Santos estava presente. Além de querer agradecer à ajuda dele e do Paulo Santos, ainda relembro que o novo vídeoclip de Terrakota, para a qual contribuiu para a pós produção, já está disponível, em exclusivo, no site da MTV. Vão lá ver!

Video Clip production

Ontem à noite foi o primeiro dia de rodagem no novo vídeo clip de Governo Sombra. O track escolhido foi “Mais uma Bomba”.

Tenho andado a trabalhar na produção, especialmente a iluminação. O fresnel (que n é bem um fresnel.. é mais um spot) que andei a recuperar estava destinado a esta produção. Infelizmente foi o elemento mais problemático da sessão, que apesar da falha, correu muito bem.

A cena era complicada de fazer a nível de luz. O conceito era uma reunião underground de entidades high profile, agendando um acto revolucionário. O ambiente? Lowkey, com luz muito dura. Basicamente um setup de três luzes – key, recorte e fundo, que inicialmente não estava planeado, mas encaixou muito bem.

A key era o spot, com o feixe o menos largo possível, e na vertical. Infelizmente não tive acesso a uma girafa, pelo q a luz teve q ser pendurada do varandim do balcão e estendido com um tripé. Uma montagem muito arcaica, sem duvida, mas funcionou. Como medida de segurança, apliquei uma serei de correntes a suportar o spot (que é pesado) e o tripé ao varandim. Também apliquei umas “barn-doors” arcaicas à luz, que deu para controlar ligeiramente o feixe. no entanto, as abas numa luz destas é pouco útil, pelo menos no modo “tele”, já que o feixe à saída da luz é muito fino. Para o modo “flood” com o feixe de luz mais largo, as portas são efectivamente capazes de controlar a luz.

Para o recorte, usei dois par-cans de 300W. o feixe é algo largo e acessórios como grelhas não devem ser muito típicas para este tipo de luz. Alias, apesar de ser um óptimo elemento de controlo, o corte de luz poderia ser demais para conseguir usar. O controlo acabou por ser uma mistura de distância e área do feixe em uso. um par-can mais pequeno de 150W no chão, foi usado para iluminar o fundo.

Controlo de luz é essencial neste ambiente. É essencialmente uma tarefa baseada em princípios subtractivo – a luz é colocada e depois é eliminado onde possível para ter luz apenas nos pontos de interesse. O ambiente escuro também é essencial para conseguir o efeito pretendido. Contudo, a cena é de alto-contraste e duro.

E o problema que mencionei? Basicamente após uma parte da rodagem, o fresnel estalou e parou de funcionar. Imaginei que pudesse ser das lâmpadas de halogeno.. ou por estarem muito próximas e “derreter” ou assim. quando removi as lâmpadas, verifiquei que o filamento estava intacto.. não fazia sentido… depois comecei a pensar no pior.. que algo tivesse derretido… E essa teria fazia sentido quando tentava puxar o conjunto lâmpadas/espelho para junto da parte frontal da câmera, para a substituição. A meio empancava o que não era normal. Abri a tampa de trás, e a tampa não queria abrir. puxei o espelho mais para trás e encontrei o problema.. grave.. O ligador que estava na parte de trás derreteu (era de plástico) e colou à tampa traseira. Pela cor, diria que até tinha ardido.. Eventualmente os contactos tocaram (daí o estalo) e o disjuntor actuou, protegendo-nos a todos!

Portanto, duas lições:

  • NUNCA USAR LIGADORES PLASTICOS EM EQUIPAMENTO SUJEITO A MUITO CALOR. ESCOLHER ANTES LIGADORES CERÂMICOS!
  • ORIENTAR UM EXTINTOR, JUST IN CASE!
  • Tabela de DOF

    Conhecer o DOF (abreviatura para depth-of-field ou sprofundidade de campo) é importante durante a fase de focagem de uma foto. Permite-nos saber que abertura escolher de modo a garantir que as áreas do motivo que fotografamos e que nos interessam estar focados, realmente estejam. As objectivas geralmente tem uma escala de DOF impressas nela, que são um auxílio a detectar o DOF. É possivel ver a gama de distâncias a que correspondem determinada abertura.

    objectiva

    Considera a imagem de uma 105mm da Bronica, em cima. Na imagem, esta focada para os 3m (aprox.) e a f11. Olhando para a escala da lente, e seguindo as linhas de f11, vemos que a imagem estará focada entre os 2.6m e os 5m (apróx.). Se o nosso motivo estiver dentro desta gama de distâncias, é certo que estará focado.

    Infelizmente, boa parte das lentes, especialmente digitais, não tem nada disto. Estamos muito dependentes do AF para focar. Em cameras manuais, era comun, especialmente em fotografia de rua e que exigisse resposta rápida, andar com a máquina ja focada – com uma abertura escolhida, focada de modo ao DOF garantir que a maioria dos motivos já estivessem focados, e com a exposição efectuada para regras como o sunny 16 (em dia de sol – 1/125s @ f16 p/ ISO100).

    Nas maquinas e objectivas sem escala (por exemplo as lentes de grande formato não se focam com anel, mas sim por translação da posição da lente), podemos fazer uso de tabelas com as gamas calculadas para as principais aberturas e distancias de focagem. É possível já que o DOF depende da distância focal e do circulo de confusão gerado pelas lentes, e é determinado por formulas. Uma tabela que existe, e que permite escolher a distância focal da lente, tamanho do sensor, e unidade de medida é o existente em DOF Master. Imprimir a tabela para as principais lentes e guardar na mala para qq necessidade é um concelho. Nunca se sabe quando será preciso .

    http://www.dofmaster.com/doftable.html