More tests

moliceiro

Ontem saí um pouco com o Miguel Santos para filmar um pequeno clip sobre a máquina que construí, a apresentar alguns detalhes da maquina. Se tudo correr bem, terei isso on-line até amanhã. O Miguel, para quem não sabe, é pós-produtor audiovisual, tendo acabado o curso recentemente na Restart. Portanto, tendo em conta que ele estava por cá tive que aproveitar para filmar o clip e por a conversa em dia. Demos um salto à Cambeia que estava com óptimo aspecto – a luz de fim de tarde esta boa, o vento estava calmo, e a maré estava cheia e a transbordar o cais.

Depois do clip optei por sacar mais umas imagens de teste. A primeira foi a do moliceiro que saiu óptima. As entradas de luz estão resolvidas depois de uma camada extra de tinta no interior e o veludo no back. Depois tentei um retrato do pós-produtor. Dado a hora, o sol já estava baixo e eu não tinha comigo a iluminação extra. Mas a luz estava óptima em termos de modelação – suave e lateral para a composição. mesmo assim era algo como 1/30s a f 5.6 +2/3. A imagem saiu bem exposta, mas a focagem na face ta muito fora. No visor estava bem, mas a acção de introdução do back pode ter afectado a posição. Ou então foi pelo back estar mais baixo q o painel frontal e portanto a parte superior da imagem , por n estar no centro do circulo da imagem, ficar um pouco degradado. O tronco ta sharp; a face não. Testei numa segunda imagem, que ficou sharp, mas sub-exposto, isto após a a remedição da luz e ajusto. Possivelmente ha um problema com os tempos de obturação lentos , que vou ter de testar…

miguel-santos

S.Paio da Torreira 2007

Tem havido algum tráfego constante do Google para o blog à procura de info sobre o S. Paio da Torreira deste ano. Bem, nesse caso recomendo o salto ao Santa Terrinha, blog do Januário Cunha para detalhes sobre o programa.

Neste post prefiro falar das oportunidades fotográficas que a festa oferece. Para já, estamos a falar de uma festa que atrai gentes de toda a região. É uma altura em que tudo cai na Torreira, e a população quadruplica. O povo passeia pela avenida principal incessantemente, parando para ver os produtos que os feirantes apresentam. É um óptimo motivo para quem gosta do género de “street photography” – não falta pessoas nem actividade. É daquelas situações em que uma grande angular produz maravilhas.

A vertente religiosa também será uma atracção interessante para alguns. A procissão apresenta motivos ligados ao trabalho na ria e no mar interessantes e típicos. É de notar que a procissão geralmente sai em hora de sol alto, que não é a condição mais favorável em termos de iluminação. Um flash para encher será certamente um grande auxílio a menos que prefere imagens com sombras carregadas (também depende do céu limpo ou enublado.

Dois dos pontos altos da festa são, sem duvida, os momentos pirotécnicos. O primeiro efectua-se no “mar”. Grande parte do fogo de artificio desta apresentação são objectos animados (como por exemplo um homem a andar de bicicleta) em que as linhas são construídos com elementos pirotécnico, iluminado e animando a figura. A apresentação tem uma série de figuras intermeadas com fogo lançado para o ar a partir das areias da praia. Há uns anos fotografei o fogo a partir das areias da praia. Com uma grande angular (na altura uma fisheye), é possível captar o cenário do mar de gente no passeio junto á praia e tb nas areias da praia (silhuetas) e ainda o fogo no ar (a imagem que abre o post é desse momento). Um tripé é naturalmente um acessório obrigatório para este efeito.

A segunda amostra de fogo é realizado na ria. Esta amostra tem uma característica muito interessante que é o facto de o fogo ser lançado para as águas da ria a partir dos bateiras, e disparadas da água. Existem dois ponto idiais para visualizar este evento. O primeiro é junto do cais , na ria, do lado da Torreira. “Up close and personal”. O outro ponto é no outro lado da ria, no cais da Bestida. A fotografia a partir da Bestida requer tripé e teleobjectiva – algo na gama de uma 300mm para 35mm ou mais. Dado o crop do sensor nas DSLR, creio que uma uma 300fixa ou algo na onda dos 100-300 serão mais que suficientes. O único risco que existe em fotografar do lado da Bestida é o tempo. Se estiver enublado, nevoeiro, ou o vento não puxar os fumos convenientemente, torna-se bastante dificil fotografar. Em ambos as amostras (mar e ria) o show é longo – de 15 a 30 minutos, o que dá bastante tempo para efectuar imagens, sendo os climaxes no fim, normalmente.


Outro ponto alto são o conjunto de corridas quer das bateiras a vela, quer dos Moliceiros, que são sempre uma atracção. Para quem estiver nas margens, a teleobjectiva é a melhor opção. Felizmente o ano passado tive a oportunidade de seguir quer na bateira do meu tio, quer num moliceiro, o que foi uma experiência fantástica, e permitiu outro tipo de apreciação do evento.

Por último, refiro as festanças típicas pelos bares, e os concertos de musica popular portuguesa no palco principal da praça da varina, que naturalmente move milhares de personas a participarem e apreciarem os eventos.

Test shots

Ontem finalmente “acabei” a máquina. Entre aspas porque na realidade ainda n está completamente acabada. Há melhoramentos a fazer e problemas a corrigir. De qualquer forma dei um salto á bestida no fim da manhã para efectuar os primeiros testes.

bestida1

Esta foi a primeira :D. Só para situar, tinha um pack de Fuji FB100 num back de packfilm próprio para maquinas 4×5. A área da imagem é naturalmente mais pequena. De qualquer forma não me recordava qual o tempo de revelação da película, mas arrisquei uns 60 segundos. Fiz a medição (1/30 @ f22.7). A focagem é aproximado do infinito portanto não tive que compensar pelo comprimento do fole. Aguardei pelos 60 segundos da revelação e quando abri, naturalmente não estava correcto. Tentei o mesmo com uma segunda imagem, mas baixando o tempo de revelação para uns 40s e o resultado foi aproximadamente o mesmo. Mais que um problema de revelação (o resultado era muito parecido) parecia-me um problema de entrada de luz. Também, logo a seguir descubri que cada película tem lá o revelação impresso – 30s @24º. Tava quentinho potanto supus os +20º.

Para tentar detectar a verdade da entrada de luz, fiz uma exposição apenas retirando o darkslide durante 30 segundos. Após a revelação – o resultado :

fog

Tendo em conta a inversãoi da imagem, a luz vinha a entrar da parte superior. Para verificar, tapei o back com o casaco (que estava a ser usado como pano de focagem) e fiz uma terceira exposição:

bestida2

Esta um pouco sujo do scan , mas o contraste esta bem melhor e a entrada de luz foi convenientemente combatida.do painel frontal e fole, não vejo luz absolutamente nenhuma, nem qualquer pinhole no fole. Além do mais, ontem dei uma camada de tinta acrílica (preto matt) sobre as madeiras interiores para remover os brilhos internos.

Há pouco apliquei uma camada de autocolante aveludado no back na zona de encaixe do suporte de película a ver se resolve. o papel aveludado tinha resultado bem no pinhole do género que criei há tempos. espero resultar bem novamente. Por fim ainda fiz uma para ver o efeito de desfoque numa proa que ainda n conhecia – a abertura esta a f8 e estou aproximadamente a 2 metros da proa nesta imagem:

proa

E ainda alguma fuga de luz…

O fole…

fole-acabado

E hoje fiz o fole. É um processo giro, mas extremamente cansativo. Demasiados detalhes de medidas e marcações. Não é uma tarefa dificil, na realidade. Apenas requer é paciência. Eu segui mais ou menos o processo descrito na página do Joe Smigiel dedicado à construção do fole. A pagina descreve detalhadamente o processo de planeamento e de construção de um fole quadrado.

Today I worked on the bellows. Its an interesting but tiring process. It not hard, really. You just need a lot of patience. I follow more or less the process described in Joe Smigiels bellows construction page The web page describes in detail the process for building the square bellows.

Para o meu fole, a largura interior é de 12cm (A), com vincos de 1,5cm de largura (B) (recomendo maior para ajudar a comprimir mais o fole). O lado exterior é de 15cm (C). Fiz para um comprimento de 40cm que é o comprimento para focar um objecto a 1:1 com uma lente de 200mm ( 2x distância focal). Em termos de tecidos, usei blackout para o exterior (com o lado com textura no exterior) e um tecido negro que encontrei barato nos retalhos para o interior. Foram pedaços com, no mínimo, 70,5 x 84cm. Para os “stiffners”, usei cartolina preta simples.

For my bellows, the interior width is 12cm (A), the folds are 1,5cm wide (B) (I recomend larger to help the bellos fold up more). Outer width is 15cm (C). I made it to extend 40cm, which would allow a 1:1 with a 200mm lens (2x the focal distance). Material wise, I used Blaskout cloth for the outer part and some random black cloth leftovers for the interior. Both parts have a minimum of 70,5x84cm. For the stiffners, I used black card paper.

fole-marcas

O primeiro passo é marcar o blackout, com o interior (liso) para cima. Um esquadro grande é muito útil para esta situação. Primeiro marquei os painéis, depois os vincos. Com marcados preto grosso, marquei as zonas q n levam cola para auxiliar saber em que posição ficava as peças. Como fica no interior, podes marcar à vontade. Tendo as peças em cartolina cortadas, foi possível cola-las. Usei cola de contacto com um pincel. Em termos de peças em cartolina são aproximadamente 300 pedaços – 150 rectangulares e 150 trapezoidais.

First stepwas to mark the blackout, with the interior side (smooth side) up. A cartenter’s square is very usefull. First I marked the panels, then the folds. With a thick black marker I painted the areas that would not get stiffners (helps remove confusion from the gluing process). Its on the inside anyway, so it doesn’t have to be very neat. With the stiffners cut, It was possible to start the gluing process. Contact glue was used, with a bruch (very tough). There where about 300pieces of stiffner card cut out – 150 rectangles and 150 trapezoids.

fole-colagem

Depois das peças coladas, apliquei o forro negro. Fixei o forro préviamente cortado (incluindo as diagonais de sobreposição) numa das pontas e fui colando cerca de 5 filas de cartolina de cada vez.

With the stiffners glued, I applied the inner black cloth layer. The cloth was previously cut (including the diagonal cuts) and went from one ned to the other gluing about 5 stiffner rows at a time.

fole-fecho

Com o forro colado e minimamente seco ( a cola de contacto pareceu-me ser rápido a efectuar uma secagem inicial), é possível proceder ao fecho. Geralmente é usado um tubo, mas eu dispensei, sem problemas. Pode, no entanto, ser útil no processo de vincagem. A fita cola é auxiliar no processo e ajuda no ajusto das pontas. A sobreposição é de 1,25cm, e foi marcado previamente à fixação das peças em cartolina.

With the inner layer suficiently dried, I closed up the bellows. Normally a form is used but I dispensed it. It would have been useful though in the fold process (I think). I used tape to help close up the bellows.

fole-vincos

Por fim fica o processo de vincagem. O mais dificil é o primeiro anel vincado, e manter os vincos efectuados. Molas neste caso (e como mostra a imagem), são muito úteis. O ultimo +asso (e o estado em que o fole se encontra enquanto escrevo isto) é colocar peso sobre o fole dobrado para reforçar os vincos.

Finally, teh folding process. The toughest thing is getting the first one folded, and keeping the folds. clips and pins are very usefull. Even paper clips, to hold individual folds will work. After having it all folded up, add weight to help maintain its form.

Agora resta pintar o fole (penso que branco não será a cor mais indiciada para o fole), e fixar os painéis que encaixam nos elementos frontal/traseiro da máquina. SE tudo correr bem, talvez tenha a possibilidade de mais para o fim de semana efectuar uma imagem de teste!

Sempre imaginei que este seria um processo bem mais complexo, mas é bastante simples. Requer apenas paciência. Naturalmente tem aplicabilidade noutros elementos como para sol (ajustável) ou mesmo para efectuar uma extensão macro.

FinePrint

pedro-e-Marco

Hoje recebi os slides da Fineprint. Tinha enviado dois rolos que saquei, um durante a festa do emigrante na Murtosa, com imagens da regata de moliceiros, e o segundo do fim de semana, no campeonato da Blast Boardshop.

Já há alguns anos que não há nenhum serviço de revelação de slides na região (ou pelo menos que eu conheço). Os labs locais n tem, e em Aveiro, o Distrimagem do Oita desistiu do processo há cerca de 5 anos. Tudo o q era slide na zona geralmente era enviado para o Porto. Já mandei rolos para o porto para revelação, na mão do Victor Martins que por lá andava a estudar, e que passava frequentemente na Colorfoto. calhava bem.

Mas agora n esta lá (tá de férias) e eventualmente quererei revelar chapas slide (quando tiver a 4×5″ completamente funcional) e sentia necessidade de encontrar um novo local. A FinePrint, alem dos serviços de impressão, mantém um serviço de revelação de praticamente todos os formatos, desde o preto & branco ao negativo e positivo a cores, e de muitos formatos desde o 35mm ao 8×10″. Perguntei se aceitavam envios por correio; responderam que sim, e que geralmente era pago à cobrança (deviam ter esta info na página junto dos serviços).

Enviei na segunda, recebi hoje (quinta). 3 dias se n contarmos com o feriado. Portanto um serviço rápido (geralmente para o Porto implicava uma espera de cerca de uma semana). Em termos de embalagem estava óptimo – slides em folhas de arquivo, num envelope envolvido em cartão canelado, para evitar a dobragem, e tudo isso dentro de um envelope bem vedado. Portanto os slides estavam bem protegidos, e um serviço bem melhor que o típico rolo do slide numa lata dos rolos de 35mm. Preço? barato para o tipo de serviço – 5€ o rolo + portes e cobrança. Geralmente o rolo de slide noutros serviços custa 8€. Fiquei satisfeitissimo.

Quanto à imagem deste post, do Pedro da Blast e do Marco Roque, foi a digitalização possível a partir de um slide sub exposto. Enganei-me completamente a calcular a exposição. O fotómetro estava nas mãos da Victor que tinha uma sessão importante, portanto fui me fiando com o fotómetro da digital. Estava encoberto, portanto assumi uma iluminação uniforme. Mas infelizmente a D70 tava a ISO 640 em vez dos habituais ISO 200, que só reparei no fim do dia…. Nem da polaroid me apercebi do erro… Prá próxima…

Moliceiro – registo de um passado recente

moliceiro

Ontem foi o campeonato de skate da Blast Boardshop, na Gafanha da Nazaré. Como sempre, foi um dia excelentemente bem passado. Felizmente não tivemos o típico sol intolerável, o que foi óptimo para a skatada. Em primeiro lugar, ficou o Elson, e o best trick foi ganho pelo João Bola com um BS Feeble no corrimão grande. E natrualmente, das coisas mais comentadas do dia foi a queda de cerca de 15m do skater australiano Jake Brown nos X-games deste ano. O incrível é que saiu da rampa a caminhar… (não é como aqueles “#%”&$%& do futebol que precisam de uma maca para resolver um um toque numa canela…)

No caminho de volta aproveitei para fazer duas paragens. Uma foi no Centro Avenida/ Forum. Depois das despedidas do pessoal da Blast Boardshop, dei um salto à Bertrand a ver se encontrava alguma das habituais revistas, que não encontrei.

No entanto encontrei (já a sair) em destaque este livro : Moliceiro – registo de um passado recente. Trata-se de uma edição em livro da colecção de imagens do Michael Bry feitas cá na região, a documentar os Moliceiros. Contém as séries “Aveiro Blues” e “Moliceiros”. A primeira série apresenta um olhar algo melancólico sobre a actividade da ria, enquanto a segunda série regista o processo (incrível) da construção de uma embarcação nos estaleiros e que rendeu um conjunto interessantíssimo de fotografias. O livro está bastante interessante e leva nos a ver e rever continuamente o seu conteúdo. O único senão que encontrei é aquilo que me aparenta ser uma má impressão, mas posso estar enganado. A edição é da Folio Edições com o apoio da Rota da Luz, e custa €17.90 na Bertrand.

Quanto ás paragens, a segunda foi no IZI, ainda na busca dos materiais em falta – blackout para o fole (mas não encontrei cortinas do género por lá), e material para fazer a ola do back. A mola encontrei, e na coisa mais incrível que podia imaginar – numa régua/esquadro metálico!! Tem a fléxibilidade necessária não dobrando e mantem bastanta tensão, q considero mais q suficiente para suportar o suporte do despolido 😀 Agorá e´só o processo de o cortar e aplicar!

Murtosa – uma terra a descobrir

murtosa---uma-terra-a-descobrir

No fim de semana, durante a festa do emigrante no Bico, estava montada uma banca de venda bem no centro. O produto era o livro “Murtosa – uma terra a descobrir – Romaria do S.Paio da Torreira”. Já havia reparado numa publicidade numa das lojas locais, mas só mesmo no domingo é que tive oportunidade de ter contacto com o livro.

O livro, em pouco mais de 100 paginas retrata a romaria da festa do S.Paio – começa com a apresentação do concelho, passa pela apresentação da festa (mais pela vertente religiosa do que pela a animação), e finda com a secção dedicado ao barco moliceiro. O livro está repleto de imagens locais (fotografia de Carlos Pelicas) e texto descritivo dos temas abordados (texto de Ana Maria Lopes).

É, sem dúvida um óptimo livro, especialmente para quem quer ver aquilo que representa o S. Paio.

Edição: Consciente audiovisuais e multimédia
Texto: Ana Maria Lopes
Fotografia: Carlos Pelicas
Preço: €17