Primeira parte – completa!

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  • Estrutura
  • Fole
  • Back
  • painel da lente

A estrutura já esta completada, ou quase.. na realidade falta apenas adicionar um elemento de ligação entre o rail e o tripé. A peça está lá (a peça central no rail) mas falta adicionar a rosca de 1/4″… e que tenho de descobrir como vou fazer. Imaginei que uma chapa furada e enroscada com rosca de 1/4″ seria uma possibilidade, ou uma porca soldada na chapa, mas o “grande problema” é mesmo a medida – 1/4″ – ou seja uma rosca não milimétrica. Por acaso em tempos andei a procura na “sucata” da garagem por porcas do género e tinha umas poucas q guardei.. não sei aonde.. Mas a porca soldada a um a chapa metálica, fixa á madeira deve ser muito provavelmente a solução mais simples.

De qualquer forma, faltam essencialmente 3 partes – “Painel da lente (q farei apenas quando tiver a lente), o fole, e o back/suporte de película. O back e o fole são, sem dúvida, as partes mais complexas. O back tem de ser planeado de forma meticuloso para ser funcional. Tenho q ver onde posso orientar as chapas de molas para efectuar correctamente o movimento e fixação do suporte de película. Nas grande formato, o visor é o vidro despolido, sem nenhum tipo de material a obstruir a projecção da imagem da lente sobre o vidro. Depois de composto e focada a imagem, o suporte da película é inserida entre o corpo da maquina e o despolído, que se serve de molas para pressionar o suporte contra o back. Parece simples em teoria, mas o plano da película e do vidro tem de ser posicionado muito precisamente para preservar a focagem.

A outra peça importante é o fole, pois esta requer os materiais certos – tem de vedar a luz. A página do Phil San é bem descritivo – “blackout” no interiore outro material (Nylon) para a superfície exterior. Já a página do Joe Smigiel tem o passo-a-passo do processo. Foles costumizados comerciais ainda são carotes, portanto vou arriscar fazer o fole. Só tenho é de arranjar o “blackout”. Se alguém tiver e quiser despachar, manda-me um comment ou um mail. Ou se souber onde posso adquirir em PT o material, também dava jeito 😉

A aventura continua! … 😛

Scans de processos cruzados

Acho que posso contar pelos dedos o numero de vezes que consegui uma imagem decente com o processo revelado com o processo cruzado. E sobretudo penso que se trata de problemas de processo.

O processamento cruzado tem por base a revelação de película em química “inadequada”, nomeadamente a revelação de película de slides (positivos que requer químicos do processo E-6) em químicos usados para revelar negativos a cores (processo C-41). Na realidade o processo funciona, no entanto o resultado é um negativo. E dependendo da película, esta terá uma core base diferente da habitual laranja/castanho dos negativos a cores. No caso do Fuji Astia, o resultado é um negativo verde.

Deste modo, apesar de termos uma imagem presente, temos as cores trocadas e contrastes alterados. Tradicionalmente, a impressão seria feita normalmente no laboratório, como para um negativo, mas com um ajusto de filtragem mais trabalhada para tentar aproximar as cores. E os resultados tendem a ser fabulosos, com cores ricas e fortes.

Scanar é que mais “doloroso” em termos de processo. O facto prende-se que a generalidade do software procura a cor alaranjada da película para corrigir,e como não o encontra, os resultados são… esquisitos. E os softwares do scanner geralmente não tem uma opção de escolha para o ajusto automático das cores, porque não existe propriamente um ajusto correcto – a química destruiu essa opção, basicamente. Mesmo assim tem de haver uma forma de obter resultados minimamente satisfatórios para preparar a restante edição. Numa pesquisa, encontrei este thread no fórum do photo.net com uma sugestão de scanar como se fosse película preto e branco. Decidi experimentar e fazer comparações.

cross_posScan
cross_negScan
cross_bwScan

As três imagens em cima são as previsualizações para scans como película positivo, negativo e preto e branco, respectivamente. À esquerda são scans sem qq ajusto de cor (“reset” no software da Epson) e à direita é o scan com o ajusto automático. Como é visivel, como positivo temos a película no seu estado original – verde! Como negativo de cores, é feito um ajusto automático e que reforça em muito o contraste. O scan a preto e branco, ignora o cast alaranjado, e a correcção é mais ténue, mas mais “flat”. O típico dos negs neste caso é a existência de uma componente arroxada em toda a imagem, ou pelo menos muito notável nos céus azuis fortes, especialmente nas transições.

cross_bwAdjust

Seguindo as indicações do post, efectuei os ajustes de pretos e highlights e gama (o que não é nada fácil na janela tão pequena do preview do Epson Scan). Efectivamente melhorou a imagem. Um contraste mais forte e uma ligeira saturação (10) finalizou o processo de ajusto para o scan (imagem de cima). A imagem scannada dava efectivamente uma boa base de arranque para a restante edição.

No entanto decidi experimentar, parralelamente, outra ideia. E se scannado o negativo como positivo ou como negativo ou como película preto e branco, fizesse os restantes ajustes no PS, sobre a imagem base? O Neg é uma opção horrível – é muito difícil de efectuar os ajustes (pelo menos sem correcção automática).

No caso da imagem positiva (verde) a imagem produzida ficou muito claro e arosado. Aplicando ajustos no histograma (ponto preto, e ponto branco), apareceram as cores “correctas” (ou pelo menso muito próximo do que poderia esperar). Duas curvas ajustaram o contraste para o seguinte resultado:

cross_posPSadjust

Um dos problemas do Epson scan, e que considero grave, é q o crop é sempre automático. É util, mas volta e meia há uma imagem da qual o software não consegue detectar correctamente, e é recortado demasiado da imagem. Nesse aspecto, o Silverfast é muito mais atractivo, e até permite manter as margens! Neste caso esse problema surgiu com a versão positiva…

A outra tentativa foi com a versão scannado como preto e branco (a 24bits de cor).O processo ignora a inversão das cores, visto que já está correctamente colorido, e restringe-se à correcção de tons – levels para corrigir o ponto negro e curvas para o contraste. A curva do Cross-process do PS3 n resulta, infelizmente. duas curvas com o preset “Strong Contrast” resulta bem. O resultado com uma e duas curvas, respectivamente:

cross_bwPSadjust
cross_bwPSadjust2sc

Com 2 curvas aplicadas, é possível que o contraste esteja demasiado agressivo. tem piada ver que com um black and white aplicado (e filtro azul, e amarelo ajustado) a coisa tb fica engraçada!

cross_bwPSadjustBW